Mostrar mensagens com a etiqueta Código da Estrada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Código da Estrada. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Mais direitos ... menos prudência ?

Há quem defenda que, desde a entrada em vigor das alterações ao Código da Estrada, os automobilistas andam "mais agressivos". 




Nas redes sociais multiplicam-se os testemunhos de ciclistas que, a determinado ponto do seu trajecto diário, se viram alvo de razias propositadas, buzinadelas e até um ou outro    « ISSO É PR'ANDAR NO PASSEIO!!! ».



Mas ... (e correndo aqui o risco de ser crucificada numa bicicleta enquanto me atiram câmaras de ar e garrafas de óleo de corrente): estarão os automobilistas mais agressivos ou nós, ciclistas, menos cautelosos ?


Vejamos: quando não estamos no nosso "ambiente natural", que até há bem pouco tempo poderia ser representado pela estrada, estamos naturalmente mais alerta. Um pouco como... quando roubamos a última bolacha do pacote (e o deixamos vazio no armário) ou quando tentamos entrar sorrateiramente no elevador da estação do metro apesar de sabermos que o seu transporte aí é proibido. Tentamos ser discretos e, sobretudo, estamos em alerta.


Com as alterações vieram mudanças bastante positivas que, como sabemos, nos conferem direitos que não tínhamos com o propósito de criar condições para que possamos circular em segurança. Será que ... ao termos esta segurança ilusória (ilusória no sentido que não existe, na prática, uma barreira física que impeça que um automobilista adopte uma condução que possa colocar em risco a integridade do ciclista, como é o caso das razias) teremos baixado as defesas e, consequentemente, estaremos menos prudentes ?


Qual a vossa opinião e, o que mudou na forma como circulam ?



domingo, 5 de janeiro de 2014

Manipular para Reinar


Muito se tem discutido sobre as opiniões de Carlos Barbosa, Presidente do ACP, às alterações do Código da Estrada. Mas eis que entra um novo peão no jogo: Paulo Pereira de Almeida, um entusiasta da crucificação dos ciclistas a par da deidificação dos automóveis (consta que já está a ser construído um santuário ali para os lados do Entroncamento).


Antes de mais, espreitem o artigo de opinião publicado ontem no Jornal de Notícias cujo título, por si só, já deixa antever o que aí vem:





Se já leram o artigo e são ciclistas, estarão provavelmente a espumar pela boca e a pensar criar um evento no Facebook chamado Vamos Furar os Pneus do Carro do Paulo Almeida. 

Se já leram o artigo e são automobilistas, deverão estar a acenar com a cabeça e a concordar que os ciclistas deviam realmente ser banidos das estradas e que estas alterações são uma vergonha que só mostra que "somos um País do terceiro mundo" e afins.


Eu chamo-lhe: manipular para reinar.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Hostilidades dentro de 3 ... 2... 1

Aquela que é uma medida que visa, essencialmente, assegurar a segurança do ciclista e promover a coexistência de bicicletas e automóveis acabou por se revelar um pau de dois bicos. 




É inegável que todas as alterações vão contribuir para um incremento das condições de segurança para o ciclista e, consequentemente, facilitar a partilha da via.

A verdade é que, bicicletas na via pública, não constituem novidade para ninguém e, basta uma pequena volta pela cidade, para vê-las a circular na estrada, a par com os automóveis. Por isso, ao contrário da ideia que Carlos Barbosa tenta transmitir, estas alterações não vão fazer com que os ciclistas saiam em massa para as estradas. Vão, sim, legislar sobre uma realidade que está à vista e tem sido, até agora, ignorada.