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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Bicicleta é coisa de Pobre!

Certamente que muitos de vós já ouviu falar, e provavelmente até acompanha, a MariaBicicleta, um trabalho documental da autoria de Laura Alves (jornalista, co-autora da Gloriosa Bicicleta e, mais recentemente do Acreditar) e Vitorino Coragem (jornalista, fotógrafo e documentarista).

Ora, estava eu a ler a entrevista que a Ana Isabel Almeida (que é professora de informática) deu para a Maria Bicicleta quando...


« Os meus alunos perguntavam: 
“Mas a professora não vem de carro porquê ?” 
E eu dizia que não tinha carro. 
“Então e uma mota ?” 
Ou seja, achavam que andar de bicicleta era ser pobre »

Pois é... andar de bicicleta é sinónimo de pobreza e, todos nós sabemos que ninguém quer ser encaixado nessa categoria marginal e marginalizada a que se chama de “pobre”.

Porque ser pobre é mau. Mas pior, porque ser pobre, parece mal ... E então rodeamo-nos de coisas inúteis, para nos sentirmos menos pobres, ainda que sejam essas coisas inúteis que nos arrastam para um estilo de vida cada vez mais instável, em que os gastos são consideravelmente superiores aos ganhos e só um louco acha que sai a ganhar. No entanto, no que diz respeito à ostentação, sem dúvida que andar montado num BMW parece “menos pobre” do que andar de bicicleta e, todos sabemos que ter um bom carro é a afirmação de que se está a viver "the portuguese dream".


« Deve ser um gajo importante ! » - dirão uns.
« G’anda máquina! Aquilo custa mais que a minha casa!» - dirão outros.


E, onde quer que passe, despoletam admiração...





quinta-feira, 24 de abril de 2014

Primavera. Alergias e Suor.

Quem anda habitualmente de bicicleta, já terá reparado que, com a chegada da Primavera, chegam também os ciclistas. À semelhança das flores, alguns permanecem num estado de dormência durante os meses mais frios e chuvosos, para depois desabrocharem com os primeiros raios de sol.

Mas desengane-se quem acha que estes ciclistas são "uns meninos" só porque deixam a bicicleta em casa quando está mau frio ... e chuva ... e vento. Pelo contrário! Com a Primavera vêm uma série de novos desafios que, até para quem pedalou o Inverno inteiro, podem ser uma aventura.

- Isso são tretas!  - dirão alguns - Já nem sequer chove! Qual é o desafio de pedalar quando está sol ?

Ah... o sol... O sol que nos aquece a cara enquanto pedalamos tranquilamente pelos prados asfaltados da cidade, concentrados apenas no som dos motores dos automóveis e na fumaçada que sai dos tubos de escape... Os mosquitos verdes que nos entram pela boca adentro durante o caminho e que nos levam a pensar se não deveríamos trazer uma garrafinha de lambrusco e uma salada para acompanhar o pitéu... O pó que cai das árvores e que entra para as calças e nos força a aproveitar as paragens nos semáforos para tentar coçar o traseiro sob o olhar atento dos automobilistas e transeuntes... O calor...

Calor é bom. Quando vamos à praia. Quando estamos de folga. Quando estamos numa patuscada a enfardar caracóis. Mas quando vamos trabalhar, o calor pode ser "a pain in the ass".
Em primeiro lugar, porque é deprimente. Sim, leram bem: deprimente. Ali vamos nós a pedalar em direcção ao emprego e a pensar nas mil e uma coisas que poderíamos fazer e por momentos temos aquele pensamento louco de pedalar na direcção oposta porque está-nos mesmo a apetecer ir ali espreitar aquela ciclovia, ou simplesmente ficar refastelados num relvado a fazer a siesta e a comer gelados.

Em segundo lugar porque calor = suor e, se não forem propriamente amigos do calor, chegam ao emprego como eu ...


Claro que, com o ar condicionado o interior poderia estar bastante refrescado mas, regra geral, somos atingidos por uma onda de calor e ficamos sem perceber se as pessoas estão com frio, se somos nós que estamos com demasiado calor porque optámos por ir de bicicleta (a opinião geral), ou se estão a tentar fazer um "Cozido das Furnas" dentro dos aparelhos de ar condicionado.

Seja como for, uma coisa é certa: nada saberia tão bem como ficar de cuecas em frente a uma ventoinha. Mas, como isso não é habitualmente permitido nos locais de trabalho, lá vamos para a nossa labuta diária.

Naturalmente que há como contornar a questão do desconforto gerado pelo calor...


I
Não façam absolutamente nada. Provavelmente ninguém vos vai dizer que fedem e ficam a ganhar em termos de espaço pessoal visto que as pessoas irão manter uma distância de segurança em relação a vocês.

Existe porém o risco de apanharem alguém a comentar que «fulano tal vem para aqui todo suado» «pffff isto com a moda que aí anda de virem de bicicleta... onde é que já se viu?! Vir de bicicleta para o emprego...  córrore!»






II
Não compliquem e comprem um duche portátil! Querem mais simples do que isto ? Enchem aquilo com água. Quando chegarem perto do trabalho penduram o aparelho numa árvore e está feito! 

Os mais envergonhados podem até pendurar num daqueles ganchos que há nas portas da casa de banho e refrescarem-se confortavelmente fora dos olhares indiscretos.








III

Levem o kit anti-fedor-ciclistico: uma t-shirt suplente + 1 desodorizante + 1 toalha ou toalhitas. No caso das mulheres, há as mais recatadas, que vão para um compartimento refrescar-se com as toalhitas e, aquelas a quem só falta entrarem para dentro do lavatório (apesar dos olhares escandalizados de quem entra na casa de banho e se depara com alguém esbaforido, de soutien, a dizer "ah que bom!" enquanto se molha e ensaboa...).



Depois, é só tentarem manter uma aragem a correr ... e devo dizer-vos que há umas relíquias bem jeitosas para o efeito, como este mini-tufão :)












sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Mito 6: Quando chover vou molhar-me e depois fico doente


Se forem como eu, a opção de conduzir a bicicleta com uma mão enquanto, com a outra, seguram o vosso delicado chapéu de chuva, está totalmente fora de questão! Não porque ache que é uma má ideia, mas porque estou certa de que ficaria a conhecer o alcatrão mais de perto.

Ora, posto isto, chegamos a um novo mito que assombra quem quer começar a andar de bicicleta e que serve de desculpa sempre que a meteorologia anuncia possibilidade de aguaceiros, céu nublado ou vento forte: "quando chover vou molhar-me e depois fico doente ". E todos sabemos que um ciclista doente é um ciclista em sofrimento (sobretudo quando o médico lhe diz que está proibido de pedalar enquanto não melhorar).

No entanto, se perguntarem a quem faz da bicicleta o seu meio de transporte diário se a chuva é um problema, o mais provável é terem um "não" como resposta e existem até aqueles ciclistas para quem pedalar à chuva é um prazer. 

E para quem ainda não esteja convencido, que tal a opinião de alguns dos mais acérrimos defensores de pedalar à chuva ?








Parece que afinal, há quem pedale à chuva e que o faça com gosto. Mas, naturalmente que é importante termos o equipamento adequado e, quando falamos em "adequado" temos de ter em conta que, ao contrário do que acontece quando vamos de carro ou transportes públicos, estamos totalmente expostos à chuva, ao vento e ao frio. 




Como este foi o primeiro ano de Inverno em duas rodas da Costureira Ciclista, confesso que ainda não estava totalmente preparada para enfrentar as chuvas mais fortes e apanhei duas daquelas molhas em que, a determinado momento, só restava encolher os ombros por ser impossível a situação piorar. Resultado: gripe, com direito a tosse, febre, dor de ouvidos e afins. Basicamente estive com um pé no "outro lado".







Podem agora dizer: 

« Ah mas nós então temos razão! Andaste de bicicleta à chuva e ficaste doente por causa disso ! »


Não, nada disso. Reparem que nem a chuva, nem o frio são responsáveis pela transmissão do vírus da gripe, mas sim os contactos directos ou indirectos com uma pessoa infectada. Posto desta forma, andar de bicicleta até minimiza o risco de contrairmos gripe dado que não temos um contacto tão directo com outras pessoas como teríamos se fossemos, por exemplo, de metro ou autocarro.

A questão aqui é o comportamento que adoptamos. Naturalmente que, se já tivermos alguns sintomas de gripe e, ainda assim, não nos protegemos da chuva e do frio, o desfecho mais provável é sentirmos um agravamento dos sintomas. E no meu caso, foi o que aconteceu.

Mas nada temam vós que quereis começar a pedalar pelo meio das intempéries porque há soluções, sugestões e forma de o fazer!

Vejamos aqueles que são os conselhos dados por quem anda à chuva:


1. Mantenham-se secos

Quanto mais molhados ficarem, mais frio vão ter e, estarem molhados e frios não augura nada de bom (para além de não ser nada confortável, sobretudo se tiverem de trabalhar todo o dia assim).

As sugestões são muitas, e mais uma vez, damos voz a quem entende do assunto:




2. Tenham um Plano B

Pode acontecer terem mesmo muito azar e, apesar de terem todo o equipamento para pedalarem à chuva, por alguma razão não o levaram. O melhor é, fazerem como a Ellen Morales e terem uma muda de roupa a postos. Se tiverem algum armário ou cacifo no vosso emprego, melhor ainda!



3. Não se esqueçam que os pés também fazem parte

Muito bem: temos o casaco impermeável, as calças impermeáveis, o capacete que ajuda a proteger da chuva e... uns ténis de pano. Ao passarmos pela primeira poça vamos rogar pragas e dizer que se o arrependimento matasse certamente aquele seria o nosso último dia. 


Mas não vale a pena começarem já a dizer que é precisamente por causa disto que não vão de bicicleta... Há soluções para tudo e, neste caso específico, até mais do que uma! Uns ténis ou umas botas impermeáveis podem ser uma boa solução e, provavelmente a mais prática. 

« Mas eu não gosto de botas nem de ténis impermeáveis e quero andar com ténis de pano durante todo o ano! Parece que não dá mesmo para ir de bicicleta assim ». 

Nesse caso, podemos comprar umas capas para proteger os pés, como sugere o Paulo Jorge:





6. Protejam os olhos

Embora não seja algo muito sugerido, é frequente cruzar-me com ciclistas que utilizam óculos quando está a chover, o que me leva a crer que são úteis e devem fazer alguma diferença. Não posso no entanto falar por experiência própria porque nunca experimentei usar uns durante um percurso à chuva mas, de acordo com as dicas para pedalar à chuva do Active.Com, recomenda-se :

  • o uso de uns óculos de ciclismo com lentes transparentes ou amarelas
  • um boné de ciclista por baixo do capacete para escudar da chuva
  • aplicação de spray anti-embaciamento nós óculos


5. Sejam persistentes

Pedalar à chuva. Há quem adore a sensação da água na cara, há quem deteste e há aqueles que depende do lado para que acordaram. 

O importante aqui é apreciarmos o passeio e não nos sentirmos obrigados a andar à chuva apenas porque há muita gente que o faz. Mas, não deixem que o facto de estar a chover vos impeça de descobrir se gostam ou se detestam pedalar à chuva.

E quem sabe, podem sentir-se de tal forma arrebatados pelo prazer de pedalar à chuva que, tal como o Eliseu, chegam à conclusão de que


« Não há melhores dias do que aqueles em que já nos equipamos na firme convicção de que vamos mergulhar num mar de aventuras »

(http://biclalx.blogspot.pt/2014/01/chuva.html)








segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mito 5: Não há sítio onde guardar a bicicleta

Este é um daqueles "mitos" que, por vezes, ganham contornos de uma realidade que acaba por afectar algumas das pessoas que ponderam trocar o carro pela bicicleta. 

A maioria de nós ouviu falar dos casos da Míriam, que conseguiu a instalação de um parque para bicicletas no Saldanha, e da Laura Alves, co-autora da Gloriosa Bicicleta que conseguiu o mesmo feito na Central Station, em Lisboa. 

Ambas são um exemplo de como a persistência (e, acredito, a contratação de capangas para fazer ameaças físicas e mostrar que estas duas senhoras não estão para brincadeiras) pode provocar mudança!

Infelizmente, quando o assunto é estacionamento para bicicletas, é comum ouvirmos um coro de vozes que nos diz:


« Então mas para que é que precisas de um estacionamento para a bicicleta ? Deixas aí amarrada a uma árvore ou atada a um poste! »



Como é que nós, ciclistas, nunca nos lembrámos disto ?!? Andamos para aí a exigir estacionamento quando há tantas árvores, gradeamentos e postes onde podemos deixar a bicicleta amarrada! 

A verdade é que, muitas das vezes, estas sugestões vêm de pessoas que ainda não encaram a bicicleta como um meio de transporte e, como tal, estão alheias aos riscos inerentes a este tipo de parqueamento. 

Até nós, ciclistas zelosos pelas nossas bicicletas, temos às vezes alguma dificuldade em saber qual a forma mais segura de as estacionar e, outras vezes, não temos mesmo outra opção que não seja um poste.


Neste caso, acho que a proximidade da praça de táxis e do posto da
PSP são fortes dissuasores para quem queira levar esta Vilar (?) 

Ora, para saber a opinião dos leitores do blog sobre este assunto, fizemos uma sondagem na qual quisemos saber " o que acham do estacionamento para bicicletas na vossa cidade ? "

Ficámos a saber que 80 % dos leitores considera que o estacionamento "existe, mas está mal localizado ou não inspira segurança" e, 20 % refere não existir estacionamento. 



Como podemos então minimizar os riscos de furto ?


Investir num bom cadeado. Bem vistas as coisas, sai mais barato comprar um bom cadeado do que uma bicicleta nova e podem encontrar soluções bastante diversificadas no mercado.


Usem mais do que um sistema de bloqueio, como por exemplo, uma corrente e um cadeado U-Lock. Porquê ? Porque cada um deles é arrombado de forma diferente e um ladrão que ande por aí com um alicate e uma serra é capaz de dar um pouco nas vistas...


Na falta de estacionamento próprio para a bicicleta, evitem prendê-la a algo que possa ser facilmente partido, arrancado, ou que permita tirar a bicicleta por cima. 



Procurem um local bem iluminado e onde a bicicleta fique bastante visível. Se tiverem quase sempre o mesmo horário, vão reparar que ao fim de alguns dias as pessoas já se habituaram à vossa presença e sabem que aquela bicicleta é vossa e podem ter a certeza que serão os vossos maiores aliados contra os "amigos do alheio". 



Mas como um vídeo vale mais do que mil palavras, deixo-vos não um, mas dois, bastante elucidativos!


Neste, podemos ver a equipa do blog Bicicong, a atribuir pontuações à segurança das bicicletas que encontram estacionadas nas ruas de Buenos Aires.

Este outro, bastante semelhante, tem como protagonista Hal Ruzal, que usa a bicicleta como meio de transporte há quase 40 anos! 




Seja como for, e mesmo que as alternativas que encontremos nos permitam deixar a bicicleta em relativa segurança, é importante não baixarmos os braços perante a falta de estacionamento apropriado e seguirmos exemplos como o da Míriam e o da Laura Alves.





É importante que todos nós, enquanto ciclistas e cidadãos, tenhamos um papel activo na mudança do paradigma da bicicleta enquanto veículo de lazer, contribuindo assim para que a bicicleta vá ganhando aos poucos, o seu lugar de estacionamento e, o seu lugar no dia a dia da cidade.


E vocês, têm alguma sugestão de como contornar a falta de estacionamento ?


Qual consideram ser a forma mais segura de prender a bicicleta ?


PARTICIPEM e contribuam para esta partilha de informação :)



















quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mito 4: Há muitas subidas em Lisboa

Talvez por ser também conhecida como A Cidade das Sete Colinas, muita gente é da opinião de que é impossível andar de bicicleta por ser "sempre a subir". 

Não vamos aqui dizer que não há subidas. 

domingo, 1 de dezembro de 2013

Mito 3: Podemos ser atropelados por algum automobilista desgovernado

Uma das perguntas que mais vezes me colocam é se não tenho medo de ser atropelada. Costumo responder que o automobilista que me atropelar se deverá certificar que me acertou com força suficiente, ou então arrisca-se a ser perseguido até casa por uma ciclista em fúria. 

Mas a verdade é que, a primeira pedalada pela estrada pode realmente causar um pouco de taquicardia. Principalmente quando estamos habituados a ver a estrada na perspectiva do condutor automóvel que, rodeado de metal, se sente mais protegido e isolado do que o rodeia.


Como podemos então evitar acidentes e sentirmo-nos mais seguros ?

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mito 2: Uma bicicleta ocupa muito espaço em casa

A não ser que moremos num apartamento com garagem ou numa moradia, a questão da falta de espaço para arrumar a bicicleta é, em alguns casos, uma realidade.

Claro que existe sempre a opção de adoptar um estilo de vida espartano e fazer algumas alterações como, por exemplo:


  • Trocar o sofá grande e espaçoso por uns bancos de madeira

  • Utilizar a geleira do campismo para guardar a comida, em vez do frigorífico

  • Para cozinhar, trocar o fogão por uma botija da campingaz. Para além de pouparem espaço, podem cozinhar em qualquer ponto da casa. Resolvem assim a questão de ficarem na cozinha enquanto todos se divertem na sala! De certeza que as jantaradas com os amigos passaram a ser mais animadas

  • Cama. Para quê uma cama ? Um tapete de ginástica e um saco cama servem perfeitamente. Com a vantagem de que, nas noites mais frias, podem levar o campingaz para o quarto e assar marshmallows.


domingo, 24 de novembro de 2013

Mito 1: As bicicletas são muito caras

Se existisse um top 3 dos argumentos mais utilizados, creio que este ocuparia uma posição privilegiada.

Sejamos realistas: nas bicicletas, tal como em tudo, há opções para todos os gostos, necessidades e carteiras e, nem sempre a opção mais económica é uma má opção.

Claro que não faltará quem vos tente convencer do contrário e defenda com toda a convicção que uma bicicleta comprada na Sportzone ou na Decathlon e que não custe, pelo menos, o equivalente a quatro ordenados mínimos « não dá para nada! »

Não se deixem intimidar.

É verdade que, se formos pedalar pelos trilhos da Serra de Sintra, uma bicicleta single speed pode não ser a melhor opção. Da mesma forma que, se quisermos fazer acrobacias, uma bicicleta dobrável não será a mais aconselhável, independentemente do local onde foi comprada e de quanto custou.

sábado, 23 de novembro de 2013

De bicicleta para o emprego ? Que horror !


Na cidade das sete colinas, muitos são aqueles que continuam a preferir levar o carro para o emprego. Mesmo que isso implique enfrentar diariamente uma horda de condutores irritados, filas de trânsito que nunca mais acabam, semáforos e mais semáforos e, claro, a habitual luta por um lugar de estacionamento.


Trocar o carro pela bicicleta poderia ser uma solução para alguns automobilistas mais aventureiros. Mas, alguns dos mitos que se geram à volta do ciclismo urbano / utilitário levam a que as pessoas permaneçam na sua "área de segurança": o carro.



Vamos então deixar-nos contagiar pelo espírito do ciclo-activismo e desmistificar algumas lendas urbanas, em que o protagonista principal é o ciclista transpirado, sem capacete e completamente encharcado que, por ironia do destino, foi atropelado por um camião desgovernado, conduzido por um motorista alcoolizado, que entrou pela ciclovia adentro e levou tudo à frente.

Quais são então, os principais mitos que desencorajam as pessoas a usar a bicicleta ?

  • As bicicletas são muito caras
  • Uma bicicleta ocupa muito espaço em casa
  • Podemos ser atropelados por algum automobilista desgovernado
  • Há muitas subidas em Lisboa
  • Não há sítio onde guardar a bicicleta
  • Quando chover vou molhar-me e depois fico doente
  • Há um grande risco de ser assaltado
  • Chego ao emprego transpirado e depois tenho de trabalhar assim
  • É mais rápido ir de carro

Nos próximos dias, a Costureira Ciclista vai dedicar-se com afinco a desmistificar estas teorias. Para quem tenha mais alguma ideia, ou conheça mais algum mito, partilhe! :)