A semana passada, como muitos de vós sabem, foi de muita chuva, muito vento e... muitas desculpas para a Costureira Ciclista.
« Estou constipada...»
« Está a chover muito e não tenho calças impermeáveis... »
« Apetece-me ficar a preguiçar mais um bocadinho... »
O que, se traduziu num:
Hoje vou de carro!
O resultado desta aventura foi bastante previsível e um lembrete dos motivos pelos quais, quando vim para Lisboa, troquei o carro pela bicicleta.
A ida para o emprego tornou-se numa corrida contra o tempo em que a imprevisibilidade do trânsito nunca deixava adivinhar se demoraríamos 15 minutos ou meia hora a chegar ao emprego. A isto, junta-se a demanda pelo estacionamento e temos o cocktail explosivo para começar a manhã capazes de estrangular alguém.
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| Ah... a segunda circular... Que vista fantástica! De um lado: carros. Do outro: carros |
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| É a emoção ao rubro! Pára-arranca, carros que se atravessam à frente, mudanças de faixa sem sinalizar. Wow! |
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| Até para estacionar temos de enfrentar uma fila. E ainda assim, estamos afastados do local de trabalho. |
Mas as aventuras não terminam aqui e por volta das 18:00 é hora de começar a pensar no regresso a casa e, mais uma vez, é impossível saber quanto tempo vamos demorar.
E, ao fim de dois dias, chegámos a conclusão que pode haver menos ou mais mas, há sempre trânsito. Se estiver a chover: muito pior.
Para piorar a sensação de estarmos encurralados no trânsito, eis que passam por nós não um, mas dois CICLISTAS junto à zona do Estádio Universitário.
Chovia a potes e estava um trânsito tremendo, mas ainda assim, só consegui perceber que um deles levava qualquer coisa amarela (um casaco? uma mochila? ), tal foi a agilidade com que passou e ultrapassou os carros parados.
Conhecem a expressão "abre olhos" ?
Pois... este ciclista, talvez um enviado do Todo-Poderoso-Ciclista, foi isso mesmo. Ali estava ele, a pedalar à chuva e ao vento, com aquele ar de quem gosta de o fazer. E eu ali estava. Presa no carro. A vê-lo passar.
Cheguei à conclusão que afinal o problema não era o mau tempo, nem a minha constipação, mas sim o meu comodismo.
E foi assim que, depois de uma semana de desculpas esfarrapadas, peguei novamente na bicicleta e rapidamente percebi porque é que prefiro pedalar em vez de conduzir.
Como diz a Bekka Wright, troquei a Not Bikey Face pela Bikey Face!










