domingo, 24 de novembro de 2013

Mito 1: As bicicletas são muito caras

Se existisse um top 3 dos argumentos mais utilizados, creio que este ocuparia uma posição privilegiada.

Sejamos realistas: nas bicicletas, tal como em tudo, há opções para todos os gostos, necessidades e carteiras e, nem sempre a opção mais económica é uma má opção.

Claro que não faltará quem vos tente convencer do contrário e defenda com toda a convicção que uma bicicleta comprada na Sportzone ou na Decathlon e que não custe, pelo menos, o equivalente a quatro ordenados mínimos « não dá para nada! »

Não se deixem intimidar.

É verdade que, se formos pedalar pelos trilhos da Serra de Sintra, uma bicicleta single speed pode não ser a melhor opção. Da mesma forma que, se quisermos fazer acrobacias, uma bicicleta dobrável não será a mais aconselhável, independentemente do local onde foi comprada e de quanto custou.



Por isso, se estão a pensar trocar o carro pela bicicleta:

> Definam o orçamento e sejam o mais realistas possível. Não vale a pena     penhorarem a casa e venderem um rim para poderem comprar a bicicleta mais cara do mercado e depois chegar à conclusão de que afinal não era bem aquilo que queriam.

> Confirmem aqui se há estacionamento para bicicletas nas imediações do vosso local de trabalho. Caso não exista, ou se não se sentirem confortáveis em deixar a bicicleta na rua, procurem alternativas no emprego.

> Certifiquem-se que têm espaço em casa para arrumar a bicicleta e que ela fica num local acessível. Pô-la num sítio em que tenham de fazer prova de obstáculos para a alcançar é meio caminho andado para que acabe encostada a um canto a fazer de cabide.

> Naveguem pela internet e deixem-se contagiar pelo espírito do ciclismo utilitário. Leiam os testemunhos de quem já utiliza a bicicleta como meio de transporte, conheçam algumas das iniciativas que por aí andam e informem-se sobre as características técnicas que devem ter em conta na hora de escolher (para quem opte pelas dobráveis fica aqui uma sugestão).

> Se vão utilizar a bicicleta em conjunto com transportes públicos, confirmem se o seu transporte é permitido e em que condições.

> Estudem o percurso que vão fazer diariamente. Se foram guardas florestais, provavelmente vão apanhar algum terreno acidentado a caminho do emprego. Mas, se como a maioria, trabalham na cidade de Lisboa, o mais provável é que o caminho seja, essencialmente, alcatrão, pedras da calçada e algumas ciclovias.


Por esta altura, já deverão ter uma ideia do tipo de bicicleta que melhor se encaixa no vosso ciclo-perfil e aqui é que começa a verdadeira aventura: encontrá-la! Mais uma vez, a internet será a vossa melhor aliada e acreditem que, ao fim se algumas semanas de pesquisa, já serão versados no assunto.

E... rapidamente vão chegar à conclusão que, as bicicletas não são caras. O que existe são características que diferem e que podem encarecê-las mas, uma coisa é certa: todas têm duas rodas e andam!

Por isso, o mais importante numa bicicleta, não é o quanto custou, mas sim o uso que lhe damos e o prazer que nos proporciona ... mesmo quando se trata de uma bicicleta ferrugenta que comprámos em segunda mão para restaurar aos poucos.




2 comentários:

  1. Recentemente aderi à bicicleta como meio de transporte para o trabalho e...não há como não adorar!! Não gastei ordenados na minha bicicleta, comprei uma dobrável para facilmente a transportar também no carro e nos transportes públicos, era o único requisito que tinha.

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    1. Olá Sara ! Parece que concorda comigo quando digo que, o mito das bicicletas serem todas muito caras não passa disso mesmo: um mito :)

      Aproveito para deixar o convite para visitar a página da Costureira Ciclista nos próximos dias... Vamos continuar a tentar desmistificar os argumentos que levam a que muita gente "torça o nariz" quando se fala em ir de bicicleta para o trabalho.

      Beijinho,
      Cátia

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