quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mito 4: Há muitas subidas em Lisboa

Talvez por ser também conhecida como A Cidade das Sete Colinas, muita gente é da opinião de que é impossível andar de bicicleta por ser "sempre a subir". 

Não vamos aqui dizer que não há subidas. 



Ciclovia da Rua Marquês da Fronteira. 

O que interessa é chegar !

Sim, há subidas. E sim, ao início vai custar um bocadinho. Mas, o que é o pior que pode acontecer ? Terem de sair da bicicleta e empurrarem-na rua acima ? Mesmo assim, é bem provável que demorem menos tempo a chegar ao destino do que se ficassem presos no trânsito.

A Costureira Ciclista quis no entanto saber a opção de outros ciclistas e decidiu fazer uma sondagem aqui no blog para saber a opinião dos leitores. A questão era: Há muitas subidas em Lisboa ?

A conclusão a que chegamos é que, provavelmente, há muitos participantes da prova da Subida à Glória a pedalar por Lisboa visto que, 46 % dos participantes respondeu "Subidas? Quais subidas?" 

A valer 30 % dos votos, temos os que acham que "Uns dias sim, outros não". O que também não é de estranhar pois há dias em que sentimos como se nos tivesse passado um comboio por cima e ainda o dia não começou.


E por último, temos 24 % que considera que as subidas são realmente complicadas. Mas, foquemo-nos na parte positiva: quase metade dos leitores do blog que andam de bicicleta em Lisboa (46%) não considera que as subidas sejam um problema!

Serão então as subidas um mito ? Bom, segundo o Paulo Guerra dos Santos que talvez conheçam pela sua tese de mestrado "100 dias de bicicleta em Lisboa", as colinas constituem apenas 15 % da área de cidade.



Se ainda assim não estiverem convencidos, existem alguns truques.

1. Respirar
Ao início talvez tenham de voltar atrás para apanhar o pulmão que ficou ao fundo da avenida mas, à medida que vão treinando, a vossa capacidade respiratória também vai aumentando e, não tarda, estão a fazer a subida "com uma perna às costas".

2. Ritmo
Encontrem o vosso. Se ajudar, levem convosco uma música para as subidas e tentem acompanhar o ritmo com a pedalada. Não vale a pena tentarem ir à mesma velocidade daquele ciclista que vos ultrapassou numa subida e, ainda por cima, numa bicicleta sem mudanças! Foquem-se no objectivo: chegar ao fim da subida.

3. Altura do Selim
Sentados na bicicleta, coloquem a perna no pedal e rodem-no até ficar para baixo. Essa perna deverá ficar ligeiramente flectida.

E qual a importância da posição do selim nas subidas ? Muito simples: optimizar a pedalada. Se tiverem o selim demasiado baixo, vão flectir os joelhos mais do que o necessário e, para além de fazerem um maior esforço, correm o risco de se lesionarem. Já com o selim demasiado alto, não chegam com os pés aos pedais e a posição de condução não será confortável.


4. Ziguezague 
Esta técnica consiste, como o nome diz, em fazer a subida aos ziguezagues em vez de a fazer em direito. Acabamos por demorar mais tempo, é certo. Mas, por outro lado, diminuímos a inclinação. Apenas não é recomendável que o façam em circuito urbano pois é uma manobra perigosa na medida em que podemos ser surpreendidos por um carro.

5. Tornar-se especialista na vista de rua do Google Maps
Se forem ao Google Maps hão-de reparar que existe lá um bonequinho amarelo que pode ser arrastado para cima do mapa. Isso é a chamada "vista de rua". E para que serve ? Para explorarem a cidade como se andassem realmente a passear por lá. Basta arrastarem o boneco para a rua que querem e depois, com as setas, andarem pelas ruas. 
E em que é que isto me ajuda nas subidas ? - perguntam vocês.
Muito simples. Permite-vos explorar alternativas às subidas e, como "todos os caminhos vão dar a Roma", até pode ser que tenham algum sem subidas até vossa casa!


Depois é só pedalar, chegar e festejar!








4 comentários:

  1. bonitas imagens, onde é?
    gostei da publicação!

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    1. Olá!

      Obrigado pela visita ao blog! Fico contente que tenha gostado da publicação :)

      Quanto às fotos, as duas últimas foram tiradas na Quinta do Pisão, que fica na estrada da Lagoa Azul e da Barragem do Rio Mula, Sintra. Longe da confusão, é um excelente lugar para explorar de bicicleta, a pé, ou até mesmo para fazer um piquenique numa tarde solarenga :)

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  2. Mais umas dicas bem úteis, obrigado :)
    Um hábito que tenho quando enfrento aquelas subidas mais complicadas, é não iniciar a subida muito depressa e tentar manter sempre a mesma pedalada. E não acho mal desmontar quando é necessário.

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    1. Ora essa João, eu é que agradeço o seu contributo com mais umas dicas bem valiosas :) Não tarda, andamos todos a fazer subidas "com uma perna às costas"

      Abraço,

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